|
Sobre a ALA > Nossos Alunos
Nossos Alunos
William Kamkwamba, Malawi
Quando a falta de fundos para as propinas escolares forçou William Kamkwamba, de 14 anos, a
desistir da escola, ele não se sentou simplesmente e esperou que um milagre acontecesse. Em vez
disso decidiu criar o seu próprio milagre.
Utilizando o conhecimento que conseguiu recolher de dois livros escolares da biblioteca local e
os materiais disponíveis localmente que custavam cerca de 2.200 Kwacha do Malawi (aproximadamente
15 dólares), William começou a construir um moinho de energia eólica com cinco metros de altura, no
quintal da modesta casa da sua família, na aldeia rural de Mastala. “Todos pensaram que eu talvez
estivesse a enlouquecer ou fosse maluco,” diz ele. Mas perseverou, e dois meses mais tarde já tinha
construído uma instalação eólica que conseguia dar energia a duas lâmpadas eléctricas e a um rádio
para a sua família de 20 pessoas. Os vizinhos de William depressa se aperceberam dos sons da música
reggae do Malawi, que vinham de sua casa.
Depois William construiu um segundo moinho, maior que o primeiro, que produz corrente alterna
e contínua e que lhe permite carregar baterias para que a sua família e vizinhos tenham
electricidade mesmo quando não há vento. Adicionou painéis solares, lâmpadas com mais luminosidade
e um poço de água profundo às instalações da família e está a reproduzir o seu trabalho noutros
locais de Mastala.
Depois de obter o seu diploma da ALA, William diz: “Quero construir uma empresa de
instalações eólicas que forneça energia às pessoas em toda a África”
Miranda Nyathi, África do Sul
Com falta de professores qualificados e de escolas públicas por toda a África do Sul e limitado
por greves de professores que duravam meses, o Liceu Ndzondelelo, perto de Port Elizabeth, estava
pelas ruas da amargura. Após os esforços infrutíferos em busca de um professor de Matemática
substituto, Miranda Nyathi, de 16 anos de idade, decidiu tomar o assunto em mãos.
“Vi a necessidade de começar as aulas da tarde e de sábado direccionadas principalmente para a
Matemática, mas depois alarguei as aulas para Ciências e Geografia,” diz. Apesar de sacrificar o
seu tempo a ajudar os outros, “descobri que também beneficiei e ganhei autoconfiança e
respeito."
Miranda fala apaixonadamente do seu amor pela educação e da sua crença que isso vai transformar
a sua vida: “Para mim não se trata de vontade, mas sim de uma necessidade.” Participante activa nos
programas comunitários de uma ONG, a Fundação Ubuntu para a Educação, está presentemente a fundar
um clube da ciência perto de sua casa em Kwa-Zakhele, onde reside com a avó. Depois da ALA, Miranda
pretende apoiar as gerações de jovens líderes através da colocação de professores de nível em
escolas por toda a África.
|